terça-feira, 6 de julho de 2010

A MULHER NASCEU PRA VENCER.


Introdução


Poderíamos falar hoje sobre várias mulheres que marcaram nossa história.



Existem mulheres na Bíblia que são uma verdadeira inspiração, se somente falássemos delas sairiam daqui imbuídas de força e vigor.



Poderíamos falar de mulheres que fizeram de suas vidas uma vida de oração e ação.



Poderíamos falar de:



1. Rebeca - Uma mulher ajudadora;



2. Uma mulher atraente como Raquel, por quem Jacó se dispôs a pagar 14 anos de serviço.



3. Calma como Noemi, que perdeu o esposo, os filhos, lamentou, mas não murmurou!



4. Brilhante e amiga como Rute.



5. Sofredora como Vasti.



6. Serviçal como Marta



7. Sincera e ouvinte como Maria (Prostrava-se aos pés de Jesus e embebia seus ensinamentos).



8. Doadora como Dorcas.



9. Mulher de oração e ação como Ana



10. Formosa e fiel como Ester, sendo a mais bela de todas as mulheres, poderia ter usado apenas a ação para ir a presença do Rei; Sua beleza com certeza superaria qualquer situação. Mas, Ester, usou o poder da oração para alcançar Seu objetivo.



11. Guerreira e valente como Débora.



12. Bem amada como a Sulamita, ao olhar para sua pele queimada pelo Sol, sentiu-se desmerecida, mas ao olhar para o poder de Deus, deixou que a auto-estima a fortalecesse, segurou firme nas mãos do Senhor e foi ao encontro do famoso Rei.



13. A pequena escrava cristã, que foi trabalhar na casa de Naamã, embora menina, levou aquela família a cura física e espiritual.



Cada exemplo, cada citação ou história, nos impulsiona a mudanças de vida muito significativas. Estas mulheres desde a meninice à mulher já grisalha, todas de dispuseram a servir ao Senhor, e marcaram Sua vida, deixando exemplos de fidelidade e cristianismo.





Poderíamos falar de Ellen G. White - Uma jovem frágil que se colocou nas mãos de Deus, e Deus a usou como uma profetiza, nos deixando sábias orientações.



Podemos pensar, elas conseguiram confiar totalmente em Deus ao cumprir o propósito de deus para Suas vidas, porque na época que elas viveram era mais fácil. Mas não. As dificuldades e o preconceito para com a mulher eram bem mais, mas elas tinham uma força que vinha de Deus e que impulsionava as Suas vidas.



Poderíamos Analisar: A vida de uma grande mulher, que marcou a história. Catarine Booth - Uma mulher que veio para ficar entre aqueles que jamais Deus esqueceu.



Catarine era um mulher de oração e ação.



Casada com Whillian Booth, um homem de Deus. Juntos trabalhavam pela causa do Senhor incansavelmente.Catarine Booth - É considerada a Mãe do Exército do Salmões.Uma mulher que ia ao encontro dos necessitados, não só do pão físico, mas do pão espiritual. Uma mulher que ajudava a todas as classes sociais. Uma mulher respeitada pelo seu cristianismo vivo.



Entre os mais ricos ou miseráveis, ali estava, para estender a sua mão confortadora, mostrando-lhes Jesus, o único caminho.



Conta-se que no dia de sua morte, em Londres fora velada num dos locais pertencentes a nobreza real.



Estavam ali para expressar-lhe a última homenagem de gratidão aquela que fora uma mão em Israel.



A multidão foi tão intensa, que foi necessário se organizar na fila para que todos pudessem ver o rosto sereno de Catarine que dormia o sono da morte.



De repente entrou naquele nobre local, uma Senhora, suada, empoeirada, maltrapilha e exausta, carregando uma criança no colo e outra pelas mãos. Aproximou-se do caixão tentando passar pela burocracia da imensa fila.



Um soldado disse: Senhora, por favor. Dirija-se ao final da fila, existem centenas de pessoas que também querem ver.



Aquela humilde mulher em alta voz clamou:



“Caminhei 30 Km à pé com praticamente meus dois filhos no colo, porque queria ver mais uma vez o rosto desta mulher de Deus. E emocionada bradou: Ela salvou meus filhos. E debruçando sobre o caixão soluçava em alta voz.



Catarine Booth, foi uma mulher de Deus, enquanto aqui estava.



Falar de Uma Especial Hoje



Mas, eu quero ainda neste momento, falar-lhes de uma mulher muito especial.



De uma mulher que tem os predicados e virtudes das mulheres bíblicas.



De uma mulher que tem o coração bondoso como o de Catarine.



De uma mulher que tem oportunidades fantásticas na vida.



De uma mulher bonita interior e exteriormente. Sua beleza é diferente de todas as outras. Ela é admirada e elogiada.



De uma mulher que venceu com dores especiais para ser uma vencedora nas batalhas da vida.



De uma mulher muito talentosa, que tem oportunidades de a cada dia desenvolvê-las no lar e na sociedade.



Eu quero falar desta mulher, porque Sua vida me empolga. Sua vida é um presente de Deus.



É uma mulher de fibra de garra, lutadora, que também sofre e muitas vezes chora, mas tem sentido no seu dia a dia o conforto de Deus.



Uma mulher que na jornada até aqui, tem convicção de que Deus a carregou nos seus poderosos braços para poder superar os traumas de infância.



E neste momento eu convido esta mulher para entrar...



Mas, oh! o que está acontecendo, não aparece!



Queridas irmãs, realmente esta mulher, você irá conhecê-la abrindo este pacote que está em suas mãos. E neste envelope você irá ver a fotografia desta mulher.



Esta mulher é você!



Esta mulher de oração e ação que foi criada a imagem de Deus.



Querida, lhe para você mesma, faça uma auto-análise de sua vida, veja que linda história, existe em você, o quanto poderá ainda fazer e o quanto Deus tem feito por você.



Muitas coisas maravilhosas já fizeste, mas muito mais ainda poderá fazer.



A família precisa de uma mãe e esposa dedicada e não apenas de arrumadeira de casa, mas sim, de uma mulher que os filhos possam se orgulhar com alegria.



Prov. 31:28 - Seus filhos dizem aos colegas: - Minha mãe é formidável, é a melhor do mundo.



Que o esposo possa dizer: Mulher virtuosa quem a achará? Eu achei esta mulher. Prov. 31:29

Seu marido dirá cheio de orgulho: Podem haver muitas boas esposas neste mundo, mas eu tenho certeza que nenhuma delas é melhor que você.



A igreja precisa de uma mulher que dedica os seus talentos na sua causa.



A sociedade precisa de uma mulher de Prov. 31:30-31



Os encantos de uma mulher podem ser apenas uma ilusão e a beleza não dura para sempre. A verdadeira honra de uma mulher está em amar e obedecer ao Senhor.



Esta mulher nós devemos ser. Uma mulher feliz que transmita a felicidade ao seu redor. Uma mulher virtuosa, que pertença hoje aqui neste local a um coro de anjos.



Amém!



Meibel Mello Guedes

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As Misericórdias de Deus - O Conforto que Deus Supre nas Horas de Angústia e Dor

Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.
Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;

Renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.

A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.

Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.

Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.

Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;

Ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança.

Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta.

O Senhor não rejeitará para sempre;

Pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias;

Porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.

Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,

Perverter o direito do homem perante o Altíssimo,

Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?





Lamentações de Jeremias 3:21 - 36



Atenção: O material a seguir destina-se à leitura de pessoas maduras e pode ser profundamente perturbador à grande maioria dos leitores. O autor recomenda grande discrição no uso deste material e na exposição do mesmo.



O profeta Jeremias nos deixou um excelente poema falando acerca da misericórdia de Deus em Lamentações de Jeremias capítulo 3. No início do capítulo 3 de Lamentações de Jeremias, o profeta está refletindo sobre a destruição de Jerusalém e o desterro do povo judeu para a Babilônia do rei Nabucodonosor. Pelas palavras dos versos 19 e 20:





Lembra-te da minha aflição e do meu pranto,do absinto e do veneno.

Minha alma, continuamente, os recorda e se abatedentro de mim.



ele nos indica que a dor e a angústia retornavam todas as vezes que ele se lembrava de suas tribulações e suas reflexões eram tão deprimentes quanto suas perspectivas. Talvez como Jó o profeta estivesse pensando em "esquecer" suas aflições:



Se eu disser: eu me esquecerei da minha queixa, deixarei o meu ar triste e ficarei contente ainda assim todas as minhas dores me apavoram, porque bem sei que me não terás por inocente - Jó 9:27 - 28.



Mas não adiantava. Ele se lembra em todas as ocasiões - "minha alma continuamente os recorda" - verso 20 - da sua "aflição, do pranto, do absinto e do veneno" - ver verso19. É com estas palavras que ele se refere, de forma enfática, acerca da sua aflição. Era esta a maneira como ele percebia suas dores e como se sentia ao pensar nelas. Seus pensamentos se transformavam na própria miséria. Jeremias bem sabia que tudo pelo qual ele e o povo de Israel estavam passando era fruto do pecado e é exatamente o pecado que torna o cálice da aflição em um cálice de amargor profundo. Ele se lembrava que os cativos na Babilônia deviam ter bem vívidas em suas mentes as cenas do cerco, do incêndio e da destruição de Jerusalém. E certamente, como o próprio profeta eles deviam estar se lembrando de Sião, pois era impossível esquecer Jerusalém:





Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria - Salmos 137:1, 5 - 6.



A alma do profeta não estava somente abatida por causa da aflição em que ele se encontrava em profundo amargor - "absinto e veneno" - mas também por causa do pecado. Da mesma maneira nós devemos humilhar nossos corações quando Deus, em Sua providência, permite que sejamos afligidos ou nos aflige por causa dos nossos pecados. Quando temos esta atitude nós podemos nos aperfeiçoar pelas correções do passado e do presente e evitarmos as futuras.

A partir do verso 21, entretanto, as nuvens negras começam a se dissipar e começamos a enxergar o céu azul novamente. A queixa do profeta desde o começo do capítulo 3 e até o verso 20 era realmente muito deprimida e deprimente. A tristeza e a melancolia podem fazer o coração arrebentar. O profeta sabe disso e em vez de se entregar completamente à melancolia ele prefere resgatar seu coração, livrando-o da tristeza imensa, trazendo à memória o que me "pode dar esperança" - ver verso 21. As coisas que podem dar esperança ao profeta não são, neste contexto, as coisas antigas e passadas e sim as que ele espera que virão. Muitas vezes nossos corações estão cheios de tristeza e de aflição e nos sentimos perdidos e esquecidos. Mas Deus em Sua graça infinita nos desperta pela leitura da Sua palavra, por uma palavra amiga ou por uma lembrança e nos renova em esperança impedindo-nos de mergulharmos de cabeça no fundo do poço. Vamos juntos ver a que coisas o profeta poderia estar se referindo quando disse:



Quero trazer à memória o que me pode dar esperança - Lamentações de Jeremias 3:21.



I. Em primeiro lugar o profeta reconhece que mesmo que as coisas estejam ruins, é somente pela graça de Deus que elas não estão piores. E nós sabemos que as situações podem ser sempre piores. Nós somos afligidos pela vara do Senhor, mas é por causa das misericórdias do Senhor que não somos consumidos:





As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim - Lamentações de Jeremias 3:22.



Quando estamos enfrentando problemas e dificuldades nós devemos, para o encorajamento da nossa fé e esperança, observar quais são os benefícios que tal situação nos traz, além do mal evidente que é mais fácil de perceber. A situação está ruim, mas poderia ser bem pior e com esta possibilidade temos o outro lado de que a situação pode ser melhor. Note as coisas que o profeta nos ensina:



Ele reconhece o fluxo constante das misericórdias do Senhor. Por causa deste fluxo constante nós não somos consumidos. Somos como a sarça ardente, pegando fogo, mas não consumidos. Como igreja, independente das aflições pelas quais temos que passar, temos a certeza que estaremos aqui até o final dos tempos. O apóstolo Paulo resumiu bem esta verdade ao dizer:





Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo - 2 Coríntios 4:7 - 10.





As misericórdias fluem de uma única fonte: Deus. Note a forma plural "misericórdias" que denota tanto abundância como variedade. Deus é uma fonte inesgotável de misericórdias. É por este motivo que ele é chamado de: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação - 2 Coríntios 1:3. Todos nós somos devedores à misericórdia de Deus pelo fato de não sermos consumidos.



II. Em segundo lugar o profeta, na sua profunda dor e aflição, ainda pode experimentar a ternura da compaixão divina e a verdade da promessa de Deus. É certo que em outros momentos ele se queixou do fato de Deus não ter demonstrado piedade, como quando disse:





Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem. Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR - Lamentações de Jeremias 2:17 - 18.





Mas agora ele se corrige e reconhece:



Que as misericórdias do Senhor não falham por causa da fidelidade de Deus. Mesmo em tempos difíceis quando parece que Deus bloqueou Suas misericórdia elas continuam, de fato, fluindo. Os rios das misericórdias de Deus correm cheios e transbordantes e nunca estão secos. Caso o suprimento do dia anterior alcance um nível baixo, o profeta tem certeza de que as misericórdias do Senhor serão completamente renovadas pela manhã. A cada manhã um novo, completo e suficiente suprimento estará disponível. No meio das suas aflições Jó disse que Deus visita os filhos dos homens a cada manhã:





Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas nele o teu cuidado, e cada manhã o visites, e cada momento o ponhas à prova? - Jó 7:17 - 18.





De maneira semelhante o profeta Sofonias reconhece que Deus traz à luz Seu juízo manhã após manhã:





O SENHOR é justo, no meio dela; ele não comete iniqüidade; manhã após manhã, traz ele o seu juízo à luz; não falha; mas o iníquo não conhece a vergonha - Sofonias 3:5.



Quando as coisas nas quais confiamos nos são tiradas o Senhor permanece constante manhã após manhã.





Que a fidelidade do Senhor é grande. Mesmo quando parece que o Senhor quebrou Sua aliança conosco ela está em plena força. Mesmo que Jerusalém esteja em ruínas, a verdade do Senhor dura para sempre. Não importa que tipo de dores e problemas nós tenhamos que enfrentar, nós não podemos nestes momentos entreter, nem por um segundo, pensamentos errados acerca de Deus e sim manter firme nossa posição de que Ele é compassivo e fiel:





As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade - Lamentações de Jeremias 3:22 - 23.

Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens - Salmos 90:3.



III. Em terceiro lugar o profeta se lembra que Deus é e sempre será a alegria toda-suficiente do Seu povo. Isto ocorre porque o povo de Deus O tem escolhido e depende - espera - que Deus seja exatamente isto:





A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele - Lamentações de Jeremias 3:24.



Assim temos que: quando nossa alma diz: "A minha porção é o SENHOR", nós estamos afirmando:



Que quando eu tiver perdido todas as coisas que tenho neste mundo, inclusive minha liberdade, meu sustento e quase a própria vida ainda assim eu não perdi meu interesse em Deus. Porções na terra são todas perecíveis, mas o Senhor é porção por toda a eternidade. Não podemos desprezar o fato de que até mesmo igrejas e pastores são muitas vezes responsáveis por grandes perdas em nossas vidas:





Muitos pastores destruíram a minha vinha e pisaram o meu quinhão; a porção que era o meu prazer, tornaram-na em deserto - Jeremias 12:10.



Mas a nossa porção mesmo nestas horas deve continuar a ser o Senhor, pelo simples fato de que nós mesmos somos a porção do Senhor.



Que enquanto eu tenho interesse em Deus eu tenho tudo o que eu preciso. Quando Deus é minha porção eu tenho aquilo que é suficiente para contrabalançar todas as minhas aflições e compensação por todas as minhas perdas. Deus, como nossa porção, não pode jamais ser tirado de nós.



Que isto é em que eu dependo e descanso satisfeito. Portanto "esperarei nele". Vou me lançar sobre Ele completamente, e vou me encorajar em Deus quando todos os outros apoios que me sustentavam desabarem. Note bem: é nossa obrigação fazer do Senhor a porção das nossas almas e recebê-lo como Consolador no meio das nossas lamentações.



IV. Em quarto lugar o profeta nos lembra que todos aqueles que se relacionam com Deus descobrirão que a confiança depositada nEle não é em vão. Isto se evidencia pelos seguintes fatos:



Deus é bom para os que confiam n'Ele:





Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca - Lamentações de Jeremias 3:25.



Deus é bom para todos. Suas tenras misericórdias são derramadas sobre toda Sua criação; todas as Suas criaturas podem experimentar da Sua bondade. Mas Deus é bondoso de uma maneira toda especial para aqueles que esperam n'Ele, para a alma que o busca:





Melhor é buscar refúgio no SENHOR do que confiar no homem - Salmos 118:8.

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração - Jeremias 29:13.



Todas as vezes que as dificuldades se prolongarem ou que o livramento parecer demorado devemos esperar pacientemente pelo Senhor e Suas misericórdias:





Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro - Salmo 40:1.



Enquanto aguardamos pelo Senhor em fé, nós precisamos buscá-lo em oração. Nossas almas precisam buscar o Senhor com intensidade. Esta busca, em oração, irá nos ajudar na nossa espera. E Deus tem prometido ser todo gracioso para aqueles que O buscam e O aguardam desta maneira. É a estes que Deus irá revelar sua maravilhosa bondade.



Todos aqueles que esperam no Senhor descobrirão que isto é algo bom:





Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio - Lamentações de Jeremias 3:26.



Aguardar a salvação do Senhor é bom - de fato esta é nossa responsabilidade e será nosso conforto e satisfação indescritíveis. Aguardar a salvação do Senhor em silêncio quer dizer que devemos aguardar pelo Senhor mesmo quando pareça que ele está demorando e que as dificuldades parecem insuperáveis. Enquanto esperamos em tais situações não devemos murmurar nem nos sentir transtornados e sim nos submeter em silêncio aos desígnios divinos. Se nos lembrarmos das palavras do Senhor Jesus quando disse: "seja feita a Tua vontade", nós podemos ter esperança de que tudo irá terminar exatamente como Deus deseja e este final é sempre o melhor para nós.



V. Em quinto lugar Jeremias nos lembra que as aflições são realmente boas para nós e que se as suportarmos da maneira correta elas irão produzir algo de bom para nós. Nós devemos saber que é bom não somente aguardar e esperar pela salvação do Senhor, mas que também é bom estarmos atribulados neste meio tempo:





Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade - Lamentações de Jeremias 3:27.



É bom para o homem suportar jugo na sua mocidade. Muitos dos jovens a quem Jeremias estava se referindo haviam sido levados como cativos para a Babilônia. É para aliviá-los que Jeremias escreve este versículo. Note que Jeremias não culpa os Babilônios. Ele diz que, em última instância, quem está trazendo este jugo sobre aqueles jovens é Deus mesmo. Este jugo é como aquele que é representado pelos mandamentos de Deus. É muito bom que aprendamos desde cedo que temos sérias obrigações para com Deus e não podemos pretender que Deus aceita qualquer coisa. Nunca é cedo demais para começarmos a nos moldar pelo molde de Deus. Sem o jugo que Deus nos impõe a grande maioria de nós seria como touros indomáveis que não se ajustam ao uso da canga e se tornam improdutivos. Jeremias nos diz que em tais situações nós devemos:



Acalmar-nos diante das nossas adversidades e aprender a nos sentar sozinhos e guardar silêncio:





Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele - Lamentações de Jeremias 3:28



Em vez de correr de um lado para o outro reclamando da nossa condição e agravando nossa situação e calamidade, questionando os propósitos da providência no que nos diz respeito, devemos nos retirar no dia da adversidade para um local tranqüilo onde possamos sentar sozinhos e mantermos comunhão com o Senhor, silenciando nossos pensamentos de descontentamento e colocarmos nossas mãos sobre nossas bocas, como fez Aarão, que em meio à terrível tribulação pela qual teve que passar, ainda assim guardou sua paz:



Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do SENHOR, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou - Levítico 10:1 - 3.



Todas as vezes que Deus trouxer um jugo sobre nossos pescoços nós devemos nos submeter de forma paciente.



Quando nos humilhamos diante de Deus e aguardamos pacientemente pelo Senhor, nos humilhando de forma verdadeira:





Ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança - Lamentações de Jeremias 3:29



Muitas vezes será conveniente no humilharmos completamente, encostando nossos próprios rostos no chão, como uma demonstração da nossa submissão à vontade de Deus no meio da aflição, bem como uma demonstração da nossa tristeza, da nossa vergonha e de quanto nós nos abominamos por sermos os pecadores que somos. Precisamos agir com a mesma dignidade de Jó:





Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza - Jó 42:2 - 6.



Quando nos humilhamos desta maneira o profeta nos diz: "talvez ainda haja esperança".



Quando somos mansos e nos submetemos àqueles que são os instrumentos das nossas aflições e mantemos um espírito perdoador:





Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta - Lamentações de Jeremias 3:30.



Então nos tornamos verdadeiros filhos de Deus como descritos em Mateus 5:39 - 41:





Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.





Nosso Senhor Jesus nos deixou um exemplo vivo de como proceder. O profeta Isaías descreveu algumas das coisas pelas quais o Senhor passou quando disse:





Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam - Isaías 50:6.





Aqueles que são capazes de resistir às ofensas e afrontas e que não revidam ultraje com ultraje, nem fazem ameaças quando maltratados, imitando nosso Senhor:





Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente - 1 Pedro 2:20 - 23.





Todos os que agem desta maneira descobrirão que é benéfico suportar este jugo e que em última instância o mesmo se transformará em uma vantagem espiritual. Como disse o apóstolo Paulo:



E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado - Romanos 5:3 - 5.



VI. Em sexto lugar o profeta Jeremias reflete acerca do glorioso fato de que Deus irá retornar de forma graciosa ao Seu povo com consolações proporcionais às aflições causadas:



O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias - Lamentações de Jeremias 3:31 - 32.



É por este motivo que o profeta decide ser penitente e paciente. De fato a compreensão de como Deus é gracioso e misericordioso é o maior incentivo ao arrependimento como proposto nos evangelhos, bem como à paciência cristã. Quando agimos assim nós podemos ter certeza de que:



Apesar de estarmos humilhados nós não perdemos nossa herança, continuamos filhos de Deus.



Apesar de estarmos humilhados não ficaremos para sempre neste estado, pois a controvérsia entre nós e Deus não é eterna.



Seja qual for a tristeza pela qual temos que passar ou estejamos passando a mesma é exatamente o que Deus tem designado para nós e Sua mão pode ser vista no controle de todas as coisas. É Deus quem causa a tristeza e por este motivo nós podemos ter a certeza que a mesma é sábia e graciosamente ordenada. Tal tristeza é sempre por um tempo e tem um propósito específico:



Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma - ver 1 Pedro 1:6 - 9.





Que Deus tem guardado muitas consolações para aqueles que Ele tenha, por ventura, entristecido. É tolice pensar que quando Deus nos entristece o mundo pode nos consolar. O mesmo que nos entristeceu precisa nos trazer o consolo. Como nos ensina o profeta Oséias temos que nós voltar para Deus, pois foi Ele quem nos feriu e é Ele quem irá nos sarar:



Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará - Oséias 6:1.





Quando Deus se volta para lidar graciosamente conosco não O faz baseado em nossos méritos, mas de acordo com Suas misericórdias. Sim, de acordo com Sua multidão de misericórdias. Nós somos tão indignos que somente uma multidão de misericórdias pode realmente resolver nossa pecaminosidade. Todos aqueles que têm este tipo de expectativa não verão as aflições como algo negativo e sim como uma oportunidade de Deus derramar uma multidão de misericórdias!



VII. Em sétimo lugar Jeremias nos lembra que todas as vezes que Deus causa dor e aflição, Ele tem um propósito sábio e santo e, em nenhuma hipótese, Deus se alegra em nos ver aflitos:





Porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens - Lamentações de Jeremias 3:33.



Deus de fato aflige e traz agravos sobre os filhos dos homens. Todas as aflições que vem sobre nós têm sua origem em Deus. Mas Deus não tem nenhum prazer em nos afligir. Destas duas últimas frases podemos concluir que:



Deus só nos aflige quando nós damos motivos para Ele assim proceder. Deus não dispensa Seus aborrecimentos da mesma maneira que ele dispensa seus favores. Deus não tem prazer em afligir, mas tem prazer em dispensar Seu amor e compaixão porque eles são imensos - ver Lamentações de Jeremias 3:32 acima. Quando Deus manifesta sua bondade Ele o faz porque isto lhe agrada, mas quando Sua receita envolve coisas amargas para nós é porque nós merecemos e precisamos destas coisas.



Deus não tem prazer em nos afligir. Deus não tem prazer na morte dos pecadores ou nas inquietações dos Santos, mas sempre nos aflige com certa relutância. É como se Deus tivesse que se deslocar do seu lugar, o assento de misericórdia - ver Hebreus 4:16 - para nos afligir. Deus não tem nenhum prazer em ver nenhuma de Suas criaturas em estado miserável. E naquelas situações que envolvem Seu próprio povo, Deus sofre juntamente com Seu povo, o Senhor se aflige com as aflições do Seu povo. Deus é movido à compaixão![1]



Deus preserva Sua bondade para com Seu povo mesmo quando o aflige. Como Deus não aflige de bom grado os filhos dos homens, muito mais, então, Seus próprios filhos. Independente de qualquer coisa Deus é bom





Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo - Salmos 73:1.





Os filhos de Deus precisam aprender a ver o amor no coração de Deus mesmo quando estão vendo o rosto irado de Deus e a vara da disciplina em Suas mãos.



VIII. Em oitavo lugar o profeta nos faz lembrar que apesar de Deus usar seres humanos como instrumentos para corrigir Seu próprio povo, Deus está muito longe de se agradar dos excessos que os homens cometem:





Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra, perverter o direito do homem perante o Altíssimo, subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? - Lamentações de Jeremias 3:34 - 36.



Mesmo que Deus use para Seus próprios propósitos a violência de homens perversos e pouco razoáveis ainda assim não podemos concluir que Deus aprova os métodos violentos e opressivos como somos muitas vezes tentados:





Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele? - ver Habacuque 1:13.





O profeta Jeremias descreve duas maneiras pelas quais o povo de Deus é injuriado e oprimido pelos inimigos e nos assegura que Deus não aprova nenhuma delas:



Se os homens causam danos ao povo de Deus pelo uso de força física, Deus não aprova este tipo de agressão, pois Deus não pisa debaixo dos pés a todos os presos da terra, pelo contrário, Deus ouve cada lamento e reclamo causado por ações opressoras. Deus não somente não aprova tal opressão, mas a mesma O desagrada profundamente. É uma verdadeira afronta a Deus "pisar em cima" daqueles que já estão prostrados ou agredir aqueles que estão amarrados e não podem se defender.



Por outro lado aqueles que causam o mal sob a bandeira da "justiça e lei" e neste processo de forma pretensiosa "perverterem o direito do homem perante o Altíssimo", de tal maneira que sejam negados ao oprimido seus direitos e plena e verdadeira justiça, e pensam que estão fora do alcance de Deus, e, se estes mesmos homens subverterem a justa causa de qualquer pessoa e impuserem um veredicto injusto ou promoverem um falso juramento que sejam então advertidos que:



Deus está vendo tudo. Todas as coisas estão patentes diante daquele a quem todos nós teremos que prestar conta:





Subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? - Lamentações de Jeremias 3:36.

E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas - Hebreus 4:13.



Tudo está revelado diante de Deus e estes atos mencionados acima são extremamente desagradáveis a Ele. E todos os homens conhecem esta verdade. Portanto, quando agem de maneira tão injusta o fazem com altivez e arrogância contra Deus, o Todo-Poderoso. Os homens preferem ignorar a simples verdade de que Deus está acima de todos os seres por mais poderosos que estes possam ser:





Se vires em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram - ver Eclesiastes 5:8.







Deus não aprova tais atitudes. Existem implicações bem maiores do que o texto nos informa diretamente. A perversão da justiça ou a subversão do direito de qualquer pessoa são uma grande afronta a Deus. E mesmo que Deus use tais elementos para corrigir Seu próprio povo mais cedo ou mais tarde irá confrontar tais pessoas diretamente. Deus muitas vezes permite que os perversos progridam neste mundo, mas isto não quer dizer, nem por um instante sequer, que Ele está aprovando o que estas pessoas estão fazendo. Deus é bom e não tolera a iniqüidade de nenhuma espécie.



Que as palavras de Deus, através de suas muitas testemunhas, citadas acima, nos sirvam de consolo e fortalecimento seja na hora, da angústia, da tribulação, das dificuldades e até mesmo diante de perseguições.





Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra - 2 Tessalonicenses 2:16 -17.

A Sexualidade à Luz da Bíblia - ORIENTAÇÃO PARA UMA VIDA SEXUAL SADIA


I. A ATIVIDADE SEXUAL NA NATUREZA:


Sua finalidade é garantir a manutenção das espécies de seres vivos. É por isso que o impulso sexual é algo tão forte. A energia sexual é seguramente a energia biológica mais poderosa que existe, pois é através dela que nos tornamos parceiros de Deus no processo da Criação. É a única energia natural capaz de gerar Vida (Gn. 1.22,28).



O Sexo na espécie humana e nas demais espécies de seres vivos: a diferença está no fato de que o ser humano é o único animal que usa o sexo não só para procriar, mas como fonte de prazer e expressão de amor. Grifamos a conjunção "e" para realçar o fato de que as duas coisas vêm necessariamente juntas: à luz da Palavra de Deus, o sexo apenas como fonte de prazer torna-se pecaminoso, como veremos no decorrer do estudo.





1.- O plano de Deus para a sexualidade humana: à luz de Gn. 2.24 e Mt. 19.3-11, compreendemos que o plano de Deus é que o ser humano exerça sua sexualidade no plano de companheirismo entre o homem e a mulher numa parceria de vida, e não só de sexo. Uma união tão completa que torna dois indivíduos de sexos opostos partes de uma unidade que, idealmente, deve ser indissolúvel (ver também I Co. 7.4).



A importância que a Bíblia dá à relação sexual fica clara no texto de I Co. 6.16, onde podemos perceber que o vínculo criado por esse relacionamento é intenso, mesmo quando exercido de modo leviano e irresponsável. A intimidade compartilhada gera uma espécie de compromisso implícito, que a qualquer momento pode surgir na forma de cobranças afetivas ou materiais.





2.- Erotismo x pornografia: Há uma diferença básica entre estas duas palavras, embora elas venham sendo usadas hoje em dia praticamente como sinônimos. Erotismo é o conjunto de sensações e impulsos que nos impelem à atividade sexual. Dentro de um relacionamento sexual sadio, os estímulos eróticos, como beijos e carícias, fazem parte do "jogo do amor", e levam a sensações e experiências muito agradáveis. Pornografia, por outro lado, é o mau uso do erotismo, levando a práticas sexuais erradas e pervertidas: o estímulo à prostituição, ao homossexualismo, etc. A confusão de erotismo com pornografia tem levado muitos crentes a deixarem de exercer e aproveitar as práticas eróticas normais, como se o erotismo em si mesmo fosse pecaminoso. Ver I Tm. 4.1-5 e Tt. 1-15. A este respeito, citamos Robinson Cavalcanti em seu livro Libertação e Sexualidade:



"O que pode o ser humano fazer com a sua sexualidade:



Realizá-la:



de forma estável, comprometida e heterossexual (ideal) - o que nem sempre é possível, por fatores interiores ou alheios à vontade (falta de condições, falta de parceiros, etc.);



de forma instável, não comprometida ou mecânica com relacionamentos heterossexuais sucessivos e superficiais;



de forma homossexual, instável ou estável, o que não é recomendável;



de forma isolada pela masturbação.



Reprimi-la: violentando a natureza, o que traz conseqüências negativas;



Sublimá-la: canalizando a libido para atividade alternativas e compensatórias, de forma temporária ou permanente, quando possível.



A culpa é um ponto de encontro entre a Teologia e a Psicologia. A Graça pode ser outro ponto de encontro, que substitui o anterior. A culpa, quanto à sexualidade, tem afetado a saúde mental de milhares de pessoas, inclusive cristãs. De onde, então, pode se originar o sentimento de culpa?



Do Espírito Santo, quando nos procura convencer "do pecado, da justiça e do juízo", sintonizado com a Palavra e impelindo à Graça, ao perdão e à restauração;



Do maligno, quando, até usando a Palavra, procura manter as pessoas derrotadas, presas, auto-destruídas;



Da cultura, das tradições, dos ambientes, que alimentam negativamente o nosso superego.



Devemos, também, procurar distinguir o pecado da mera tentação, pois a tentação é parte do dia-a-dia da humanidade, e o próprio Senhor foi tentado.



A Igreja, como comunidade terapêutica, deve ser ministradora da Graça, visando o perdão e a restauração, visando a construção e a maturidade, visando a santidade e a sanidade, o que implica na aceitação do outro e no exercício do amor. O amor é o maior canal da Graça."





3.- Há erotismo na Bíblia? Leia-se Pv. 5.15-20; Ct. 1.2; 4.10,11; 7.9-12. É fácil perceber, por estas passagens, que o erotismo é parte natural e agradável da vida humana, em nada afastando o Homem do seu Criador.



Podemos notar, por esta primeira parte do estudo, que a sexualidade e o erotismo são bênçãos que Deus nos dá, e não pecados em si mesmos. Como, então, a sexualidade pode se tornar um fator de afastamento de Deus? Passamos então a analisar o





II. COMPORTAMENTO SEXUAL FORA DO PLANO DE DEUS



Procedimentos "normais" do ponto de vista exclusivamente biológico (ou seja, envolvendo duas pessoas de sexos opostos, numa relação pênis/vagina); podemos analisar dois tipos de situação:



Relações sexuais antes do compromisso conjugal: quando o casal ainda não tem condições de maturidade, estabilidade financeira e psicoafetiva, quando ainda não é possível assumir um com o outro o compromisso de parceria de vida, e não só de sexo. Este tipo de situação ocorre:



para adquirir experiência: o jovem ou adolescente acha que precisa aprender antes de comprometer-se com o (a) futuro (a) companheiro (a);



por amor, entre namorados. Neste caso, freqüentemente há o compromisso afetivo mas não existem condições de se assumir o compromisso conjugal. O casal sente que "um pertence ao outro", e a atração é muito forte, e sempre muito difícil de resistir.



A Palavra de Deus adverte expressamente contra a prática do ato sexual sem o compromisso conjugal. Ver Dt. 22.20,21,28 e 29. No segundo livro de Samuel, no capítulo 13, há a história de Amnom e Tamar (ambos filhos de Davi, mas de mães diferentes), em que Amnom sente fortíssima atração pela meia-irmã, e a seduz. O relato bíblico diz que "Depois Amnom sentiu por ela grande aversão, e maior era a aversão que sentiu por ela, que o amor que ele lhe votara". Este é um fato comum: um dos parceiros passa a desprezar o outro (mais freqüentemente o rapaz despreza a moça), e o relacionamento, inicialmente bonito, correto e saudável, dá lugar a tristeza, humilhação e sofrimento.



Como resistir? A receita bíblica é o autocontrole, fruto do Espírito: I Ts. 4.3-8; I Co. 13.7; Gl. 5.23. Ver também a advertência aos jovens, em Ec. 11.9.



a) Relações sexuais extraconjugais: o adultério.



A Bíblia proíbe expressamente a prática do adultério, sendo esta proibição um dos dez mandamentos (Ex. 20.14). Na lei mosaica, este pecado era punido com a pena de morte (Dt. 22.22-27).



Salomão, no livro dos Provérbios, adverte contra esta prática: Pv. 7.7-23.



É comum o adúltero achar que pode justificar-se argumentando que a atração que sente pela outra (ou o outro, no caso da mulher) surgiu como uma coisa espontânea, "honesta", até bonita. Isto é uma ilusão. Há no adultério uma dupla deslealdade: para com o cônjuge, que está sendo traído, e para com o companheiro ou companheira clandestina, com quem não se pode assumir nenhum compromisso definitivo, a não ser à custa de romper o vínculo com o parceiro original.



A gravidade do adultério como pecado compreende-se claramente pela importância que Jesus lhe dá: na ótica do Mestre, é a única justificativa aceitável para o processo de divórcio (Mt. 19.9).



b) O incesto, ou relação sexuais entre parentes íntimos, também é expressamente reprovado na instrução dada por Deus a Moisés (Lv. 18.6-16).



c) Relações sexuais sem amor, sem comprometimento mútuo, pelo simples prazer, ou em troca de dinheiro ou favores especiais (por interesse). No primeiro caso, falamos em fornicação, e no segundo, em prostituição.



Desvios ou aberrações do comportamento sexual: já mencionamos acima que a relação sexual normal do ponto de vista biológico envolve duas pessoas de sexos opostos, sexualmente maduras, isto é, cujo organismo está pronto para o ato da procriação. Qualquer relação fora deste padrão já não envolve apenas questões éticas, mas sim condições patológicas: doenças da mente e do espírito. Em Lv. 18.22,23, e Rm. 1.26,27 compreendemos a gravidade deste tipo de comportamento. Conhecemos vários tipos de aberração:



d) Bestialismo ou zoofilia: a prática de relações sexuais com animais.



e) Pedofilia: a atração anormal por crianças ( criaturas ainda não sexualmente maduras).



f) Necrofilia: a prática de relações sexuais com cadáveres.



g) Homossexualismo: o relacionamento sexual com pessoas do mesmo sexo.



h) Sexo anal: a relação sexual com penetração no ânus em vez da vagina. Biologicamente, o ânus é um orifício de saída, não de entrada. O material contido na ampola retal, que é a última parte do intestino e que desemboca no ânus, é cheio de bactérias, cuja presença é normal no local mas nas vias urinárias pode levar ao aparecimento de lesões e infecções às vezes graves. Além disso, é uma relação mais traumática, causando freqüentemente escoriações e fissuras por onde podem entrar microorganismos atingindo a corrente sangüínea e causando doenças como a AIDS.



É interessante a maneira como Robinson Cavalcanti analisa os desvios do comportamento sexual, no livro já citado acima:



"Há um certo consenso na ética cristã de que:



a) por certo Deus destinou o ser humano a buscar a realização sexual com outros seres vivos. A necrofilia, ou atração sexual por cadáveres, fere esse padrão;



b) Deus destinou o ser humano à realização sexual com outro ser da mesma espécie. A zoofilia, ou atração sexual por irracionais, fere esse padrão;



c) Deus destinou o ser humano à realização com o sexo oposto. O homossexualismo, ou atração pelo mesmo sexo, fere esse padrão;



d) Deus destinou o ser humano a se realizar sexualmente por livre manifestação de vontade. O estupro, ou relações sexuais à força, fere esse padrão;



e) Deus destinou o ser humano à realização sexual por amor. A prostituição, ou relação sexual mediante remuneração ou recompensa, fere esse padrão;



f) Deus destinou o ser humano a relacionamentos estáveis, que crescem e se aprofundam. A fornicação, ou relacionamentos sexuais efêmeros e sucessivos, fere esse padrão;



g) Deus destinou o ser humano a relacionamentos na amplitude da espécie. O incesto, ou relacionamento sexual com parentes próximos, fere esse padrão;



h) Deus concebeu a atividade sexual como um ato de comunicação interpessoal. A masturbação, ou auto-realização sexual solitária, quando opção permanente de um egoísmo sexual, fere esse padrão;



i) Deus deixou ao ser humano a incumbência e a capacidade de reprodução da espécie. Ele é a fonte da vida e condena a morte. O aborto, ou destruição do ser enquanto ainda no útero, fere esse padrão;



j) Destinou Deus o ser humano a fazer da atividade sexual um ato construtivo de afeto. O sadismo, ou prazer em fazer sofrer, e o masoquismo, ou prazer no sofrer, com suas agressões e mutilações, fere esse padrão;



k) Destinou Deus o ser humano à integração da sua sexualidade com equilíbrio, dentro de uma pluralidade de atividades e interesses. A lascívia, sexocentrismo, sexomania ou obsessão sexual, fere esse padrão."





Todo desvio de conduta é conseqüência da negação de Deus por parte do ser humano (Rm. 1.21-32).



Em 1 Co. 6.9,10 há uma lista de tipos de pessoas que não podem herdar o reino de Deus: "nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus".



É claro que isto não significa que não há esperança para os adúlteros, homossexuais, fofoqueiros, furadores de fila, pão-duros, etc. Porém, é uma ilusão perigosa achar que Jesus vai garantir salvação sem conversão. Devemos respeito a essas pessoas enquanto seres humanos, mas não podemos, por exemplo, pedir que Deus abençoe uma união homossexual sob o pretexto de que "é uma relação de amor"(!). Imitando Jesus, devemos amar o pecador, mas não o pecado.



Felizmente, em Jesus há esperança para todas estas pessoas (1 Co. 6.11).



Para terminar o nosso estudo, analisaremos agora a





III. ATITUDE DO CRISTÃO DIANTE DO PECADO E DO PECADOR



Atitude errada: o legalismo (Cl. 2.16-23). A postura dos "crentes" tem sido tradicionalmente assim. Estamos sempre prontos a apontar o dedo, a julgar e a condenar, apesar de todas as advertências da Palavra de Deus contra este hábito (Rm. 2.1; Tg. 2.8-13; Lc. 18.9-14).A Igreja tem um Código de Disciplina que tem sido aplicado com extremo rigor e sem misericórdia no caso dos pecados sexuais, e de maneira branda ou mesmo nenhuma no caso de intrigas, fofocas maldosas, atitudes desonestas, etc. Membros têm sido afastados do convívio dos crentes por causa da disciplina mal aplicada. Muitos, por não terem ainda maturidade espiritual, têm se afastado de Deus por confundirem a "justiça" da igreja com a Justiça de Deus.



Não queremos dizer com isto que o Código de Disciplina é supérfluo ou está errado, mas que ele tem sido aplicado de maneira totalmente distante dos propósitos de Deus. Punições como suspensão ou exclusão da comunhão só devem ser aplicadas em casos de membros não arrependidos e reincidentes contumazes apesar das exortações feitas com amor.



A disciplina de Deus está bem exemplificada na história de Davi (2 Sm. 12.1-25). Tendo cometido o duplo crime de adultério e assassinato, Davi é exortado e depois informado que tem o perdão de Deus, mas não pode fugir às conseqüências do seu pecado. E a sua atitude é exemplo para todos nós.



A atitude correta:



i) A atitude de Jesus: o episódio da mulher adúltera nos dá o exemplo (Jo. 8.1-11). Ficam claras a Sua misericórdia para com a pecadora, sem tornar-se cúmplice ou conivente com o seu pecado ("Vai, e não peques mais").



j) A "receita" bíblica para a nossa atitude: Gl. 6.1-5).



Encerramos este estudo com uma afirmação de fé: talvez muitos de nós tenhamos em nosso passado algum pecado, de ordem sexual ou não, do qual nos envergonhamos. Mas podemos confiar na promessa de Deus em Sua Palavra: "Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1 Co. 6.11).



Que a Graça do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nós.


Cláudio Lysias

http://www.ejesus.com.br/

O Que Significa Perdoar?

José tinha apenas dezessete anos quando seus irmãos, friamente, venderam-no para a escravidão. Separado de sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros. José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Gênesis 37; 39).


Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais. Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia nos conta que José experimentou seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Gênesis 45:1-15). Ele os tinha perdoado por seu pecado.



Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, freqüentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Desde que todos os indivíduos responsáveis diante de Deus necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.





O que é o Perdão?

A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).



A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!



O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).





O Perdão é Condicional

É importante entender que o perdão de Deus é condicional. Deus perdoa livremente no sentido que ele não exige a morte do pecador que responde a seu convite de salvação, permitindo que a morte de Jesus pague a pena por seus pecados. Contudo, Deus exige fé, arrependimento, confissão de fé e batismo como condições para o perdão do pecador estranho (Marcos 16:16; Atos 2:37-38; 8:35-38; Romanos 10:9-10). O perdão é também condicional para o cristão que peca. O arrependimento, a mudança de pensamento, precisam ocorrer antes que o perdão divino seja estendido (Atos 8:22). Deus nos chama a perdoar assim como ele perdoa. Quando alguém peca contra mim, ele se torna um transgressor da lei de Cristo. Eu o considero um pecador. Se ele se arrepende e pede para ser perdoado, eu tenho que perdoá-lo, isto é, libertá-lo de sua culpa como transgressor. Quando eu o perdoo, não o considero mais um pecador. Posso não ser literalmente capaz de esquecer o pecado que ele cometeu mais do que Deus literalmente "esquece" nossos pecados, mas preciso deixar de atribuir a ele a culpa pelo seu pecado. Deste modo, eu o liberto de sua "dívida"”



E se o pecador não se arrepender? Tenho que perdoar aquele que peca contra mim, mas não se arrepende? Talvez esta pergunta seja melhor respondida pelas palavras de Jesus: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4). Jesus indicou que o perdão deveria ser estendido quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Precisamos também lembrar que Deus sempre exige arrependimento como condição de divino perdão. Deus não exige de nós o que ele mesmo não está querendo fazer.





Perdão Não É . . .

De fato, se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamo-lo a continuar em seus modos destruidores. O perdão não é a desculpa pelo pecado. Algumas pessoas "esquecem," isto é, ignoram os pecados cometidos contra elas porque têm medo de enfrentar o pecador. Entretanto a Bíblia é bem explícita sobre o curso da ação a ser seguida quando um irmão peca contra mim (Lucas 17:3; Mateus 18:15-17). O perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado. O Senhor perdoará ou punirá o pecador, dependendo da reação do pecador ao evangelho, mas ele não tolera a iniquidade.



A Bíblia ensina que o direito de vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:17-21). O perdão, contudo, não é simplesmente uma recusa a tirar vingança. Algumas vezes a pessoa ofendida abstém-se de responder ao mal com o mal, mas não está querendo libertar o pecador de sua condição de transgressor mesmo quando o pecador se arrepende. A pessoa contra quem se pecou pode querer usar o pecado como um cacete para castigar o pecador, mencionando-o de vez em quando para vergonha do pecador. Se perdoo meu irmão, tenho que "esquecer" seu pecado no sentido que não mais o atribuo a ele.



O perdão não é a remoção das consequências temporais de nosso pecado. O homem que assassina outro pode arrepender-se e procurar o perdão, mas ainda assim sofrerá o castigo temporal da lei humana. Mesmo se perdoado, pode ter que passar o resto de sua vida na prisão. O perdão remove as consequências eternas do pecado!





Como Posso Perdoar?

O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar. Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lucas 23:34; Atos 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Efésios 4:26-27,31-32). Ainda que o pecador possa manter sua posição como transgressor por causa de sua recusa a se arrepender, seu pecado não deverá dominar meu estado emocional.



E se o pecador se arrepender? Como posso aprender a perdoar? Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mateus 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço. Ainda que o companheiro de servidão implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida. É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infraçõe se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mateus 5:7).



Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação (Efésios 4:32; Colossenses 3:13).



­por Allen Dvorak

VOCÊ É CABEÇA OU CAUDA?

“E o Senhor te porá por cabeça e não por cauda e só estarás em cima e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e fazer”. (Deuteronômio 28:13)
“O Senhor te porá como cabeça e não por cauda”. Você crê nisso? Eu o creio! Creio que o Senhor nos elegeu, nos predestinou para sermos cabeça, para fazermos diferença, para sermos líderes nesta geração, somos a nação santa, o povo adquirido, fomos escolhidos segundo o beneplácito de Sua vontade para sermos sal e luz. Creio que tudo o que pedirmos em nome de Jesus, crendo, receberemos. Creio que Deus é abençoador, que Ele é capaz de fazer muito mais do que aquilo que peço ou penso, creio que sou mais que vencedor e creio que todas estas promessas foram feitas para você também.


No entanto, não podemos ignorar os ardis daquele que é inimigo de nossa alma. Quando tentou a Jesus no deserto ele usou a própria palavra de Deus para convencê-lo a pular do pináculo do templo, conforme Mateus 4:6 no qual Satanás cita o Salmo 91:11. Assim, o uso da Bíblia pode ser muitas vezes distorcido para que ao pensarmos que fazemos a vontade de Deus na realidade nos afastamos desta vontade e terminamos dando ouvidos a fábulas construídas no reino das trevas.


Isto tem sido uma cruel realidade em nossos dias, a palavra tem sido usada para um evangelho espúrio, falso que não é nem de longe aquilo que o Senhor quer. Como tentou fazer com Jesus no deserto, Satanás tem usado a própria palavra para enganar o povo de Deus e, o pior, ao contrário do que aconteceu com Jesus, ele tem obtido sucesso e desviado a muitos. As palavras da Bíblia de prosperidade, curas e bênçãos são transformadas em um outro evangelho espúrio e mentiroso que Paulo chama de Anátema em Gálatas 1:8.


Dia desses ouvi de uma pessoa a alegação de que Jesus tomou 39 chibatadas representando as 39 enfermidades que existem no mundo. Assim, segundo eles o crente não pode ficar doente, pois Jesus levou sobre si as nossas enfermidades, representadas nessas 39 chibatadas. Só que há dois grandes equívocos nesta doutrina de engano.







Primeiro. Apenas os Judeus determinavam que se dessem no máximo 39 chibatadas, mas Jesus foi chicoteado pelos romanos que não tinham tal costume, assim ele pode ter levado mais do que trinta e nove chibatadas, ou menos, a depender do gosto do algoz. Portanto, não há como afirmar quantas chibatadas sofreu Jesus.







Segundo. O zeloso Timóteo ficou tinha uma enfermidade constante, conforme I Timóteo 5:23, e quanto a isto Paulo receitou apenas que tomasse vinho, ao invés de exortar Timóteo a “tomar posse da benção” conforme a teologia que hoje engana a muitos.







É sobre isto que eu refletir junto com você: sobre o verdadeiro significado de ser cabeça e não cauda, sobre o que significa fazer diferença no mundo, o que é ser próspero perante o Senhor, sobre o que, afinal, significa estarmos sarados.







Infelizmente, a igreja do Senhor tem sido enganada pela mais sutil armadilha satânica, que articula o engano como verdade bíblica, tal engano faz com que nós nos esqueçamos do nosso chamado, nos esqueçamos do nosso compromisso com evangelho de Cristo e corramos atrás do evangelho maldito de Mamom. Estamos no meio de uma geração de crentes mimados, como nunca antes na história, crentes que não suportam o sofrimento e que muitas vezes se revoltam contra o próprio Deus. Filhos que exigem, determinam, como crianças malcriadas. Dizem-se servos, mas no fundo o que desejam é dar ordens a Deus, manipular a vontade daquele que deveria ser o Senhor e colocam na boca de Deus promessas que Ele nunca fez.







Não estou falando que devamos viver de derrota em derrota como se isto fosse vontade de Deus. Estou falando de algo muito mais profundo do que isso. Estou falando de compromisso, de compromisso com Deus. Estou falando da necessidade de vivermos um evangelho que realmente reflita a vontade de Deus, um evangelho que faça diferença, a diferença de sermos cristãos em um mundo que jaz no maligno. E a diferença da qual eu falo não está na quantidade de dinheiro que temos, ou no bom emprego, não está na cura de enfermidades, nem está na prosperidade material. O verdadeiro evangelho não é dinheiro, nem fama, nem saúde física, embora estas coisas podem ser-nos dadas unicamente segundo a vontade de Deus.







A marca de ser do verdadeiro cristão é mudança de vida. E infelizmente temos presenciado inúmeros que ao se converterem só mudam em uma coisa: o hábito de ir à igreja, de preferência aos cultos de libertação, de cura e o de prosperidade. Mas em suas vidas não há transformação, e a medida desta transformação não é se ele conseguiu um emprego, ou se tornou rico, ou conseguiu a cura do seu corpo. Deus é gracioso e faz a chuva cair sobre justos e injustos. Em Lucas 17:11-19 Jesus curou dez leprosos, mas nove dos que receberam a benção continuaram longe do Senhor. No evangelho de João no capítulo 6, Jesus alimenta uma multidão, e esta multidão o segue aonde ele vai. No entanto, quando foram chamados para um verdadeiro compromisso, muitos disseram que duro era o discurso e desde então muitos se afastaram.







Jesus abençoou dez leprosos, mas apenas um foi verdadeiramente salvo. Jesus abençoou materialmente uma multidão, mas poucos foram os que permaneceram fiéis. Ser verdadeiramente cristão, ter a vida transformada, não está na cura física, se assim o fosse, os dez leprosos se converteriam, nem está nas bênçãos materiais, senão a multidão permaneceria com ele. Transformação de vida não é bens materiais, não é cura física, não é emprego, nem carro, nem casa própria, pois são essas coisas que o mundo deseja e se ocupa.







E eu pergunto a você: qual a transformação de vida que está havendo em você desde que aceitou Jesus? Aquele que é nascido de novo, que anda no espírito tem em si o fruto do espírito e Jesus nos diz em Mateus 7:15-20 que pelos frutos conheceremos aqueles que são dele. E o fruto do crente é descrito em Gálatas 5:22 – paz, amor, alegria, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e domínio próprio. Você está produzindo em sua vida este fruto?







Ser cabeça e não cauda é ter a vida transformada em Cristo Jesus, é viver em arrependimento. E como arrependimento é uma palavra cada vez mais rara no evangelho dos dias atuais. Dia desses ouvi uma entrevista de uma celebridade evangélica que antes de se converter vivia nas drogas, na exploração de mulheres, no adultério, nas bebedeiras, na blasfêmia contra Deus e esta celebridade que se dizia evangélica teve a coragem de afirmar com todas as letras que não se arrependia de nada do que tinha feito.







Arrependimento é a necessidade que nós temos de reconhecer de que precisamos do perdão de Deus, e este só é possível quando permitimos que o Espírito Santo aja em nossas vidas. Se você neste momento se sente tocado pelo arrependimento, saiba que é Deus falando com você. Arrependimento significa mudança de mente, significa que eu pensava de um modo, mas agora penso de outro, que agora meus valores mudaram, que agora não desejo mais trair minha esposa, que não desejo mais andar com marginais, nem me entregar às bebidas, nem à droga, que desejo me afastar do mal. Mas arrependimento não é só deixar de beber, de fumar, parar de adulterar ou abandonar as drogas, arrependimento é mais do que isto. Significa andar em paz com seu irmão, perdoar aqueles que te ofendem, significa que não quero mais enganar a mim mesmo nem levar uma vida vazia, significa que desejo me reconciliar com Deus, ter comunhão com Ele e chamá-lo verdadeiramente de Pai. Não o Pai distante que tenho tido até aqui, mas o Pai que está próximo e com o qual tenho comunhão total e perfeita.







Que tipo de evangelho você está vivendo? Um evangelho de santidade exterior? De quem não bebe, não fuma, não se prostitui? O que verdadeiramente está guardado em seu coração é de Deus? De que adianta não beber, não fumar, não se drogar, não adulterar e viver guardando ressentimentos e mágoas em relação a seus filhos, a seu esposo, ou esposa, em relação aos seus amigos, e seus irmãos em Cristo? De que adianta uma santidade exterior que não é reflexo do amor ao próximo e a Deus?







Vivemos um evangelho em que falta coragem para transformar vidas, para sermos profetas e levantarmos a nossa voz para denunciarmos o pecado, para buscarmos arrependimento e sermos verdadeiramente cabeça e não cauda. Que evangelho você está vivendo? Que nova vida você está vivendo? Que Deus tenha misericórdia do seu povo que está sendo cativo por falta de conhecimento (Is 5:13). Como temos desconhecido a Palavra de Deus! Como temos esquecido da Palavra do Senhor para vivermos de palavra de homem, que não conduz ao arrependimento, que não leva pessoas a uma nova vida baseada no amor ao próximo.







Estamos buscando uma santidade interesseira: “eu me santifico e Deus me abençoa”. Meu irmão Deus é bom e Ele não é comerciante. A Sua graça Ele não negocia, ele a dá. A santificação só é santificação para Deus quando é feita por amor a Deus.







Precisamos mais e mais buscar apaixonadamente a este Jesus que morreu por nós quando ainda éramos pecadores. Precisamos de um evangelho que transforme, de um compromisso com o Cristo encarnado, crucificado e ressurreto. Sem este compromisso tudo é vão em nossa vida. De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?







Você é valioso! Tão valioso que foi comprado a preço de sangue e sangue do próprio Deus. Você é especial e único e o Senhor te ama de tal maneira que nos deu do seu Espírito. E ele habita em você. Ser cabeça é andar nesta verdade, em novidade de vida.







Eu convido a você a ser cabeça! A viver a grandiosidade da fé a ter um encontro transformador com Cristo e se tornar mais que vencedor, não pelo padrão temporal deste mundo que passa, mas pelo padrão eterno de Deus que nunca se extingue. Te convido a uma nova vida em arrependimento de obras mortas, em reconciliação e perdão. Em amor a Deus e ao seu próximo.


Pr. Denilson Torres

O QUE É SER CRISTAO?????????

Em um dicionário li o seguinte significado para o termo cristão: "o que recebeu o batismo e professa a religião cristã". A partir desse significado, percebe-se que não significa grandes coisas se dizer cristão. Por essa perspectiva, é somente um termo religioso, não se trata de atitudes práticas. Eu pude identificar alguns tipos de cristãos. Em qual desses perfis você se encaixa?


- Alguém que nasceu em uma família de tradição cristã (católica ou protestante) e que, por isso, se considera cristão, porém não freqüenta nenhuma igreja, nem tampouco lê a Bíblia ou ora com freqüência.



- Alguém que nasceu em uma família de tradição cristã (católica ou protestante) e que, por isso, se considera cristão, freqüenta uma igreja religiosamente, sem no entanto ter um encontro real com Cristo, acreditando que ir a igreja aos domingos lhe garante salvação.



- Alguém que acredita em Jesus Cristo como Filho de Deus e Salvador da humanidade, participa ativamente de uma igreja, mas não deixa a mensagem da graça de Cristo modificar a sua vida, tendo, por isso, uma vida cristã estagnada, sem evolução, sem transformação, seria o morno na fé.



- Finalmente, alguém que recebeu Cristo como Senhor e Salvador da sua vida de fato. Não apenas fazendo um gesto, levantando a mão após um belo apelo do pastor. Mas recebeu de verdade no coração, busca ao Senhor, tem uma experiência com Ele e O deixa transformar a sua vida diariamente.



A primeira coisa que eu pude identificar no texto de Gálatas como necessária para fazermos diferença é ser crucificado com Cristo. Precisamos morrer para nossa própria vontade e nossos sonhos e vivermos para Deus, conforme a vontade Dele! Paulo disse "não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus..." Ou seja, nossa velha natureza, a partir do momento em que nos entregamos de fato para Cristo, deve ser crucificada, deve morrer, e a nossa nova vida em Cristo deve estar baseada na fé em Jesus.



Além disso, Deus requer de nós dedicação exclusiva, tempo integral! Não dá para ser crente em uma parte do dia ou da semana e na outra ser incrédulo! Um cristão verdadeiro é cristão a todo momento. Isso não significa trabalhar muito na igreja ou ter muitos compromissos "cristãos". Significa que aonde eu for, estarei levando Cristo, pois Ele vive em mim. Não importa se estou na igreja ou no trabalho, meu comportamento deverá ser o mesmo. Então, é preciso que Cristo cresça de tal forma em mim, que tudo que eu falar, pensar ou fizer seja conforme a Sua vontade. Precisamos de fato iluminar e salgar todos os lugares em que colocarmos os nossos pés, a começar na nossa casa.



"Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. "Mateus 5:13 a 16



O desejo de Cristo é esse, que a nossa luz resplandeça e que todos vejam as nossas boas obras e glorifiquem a Deus. Jesus disse que ninguém acende uma luz e a esconde. Então, não podemos esconder a luz de Deus que há em nós. É preciso resplandecer. Eu pude identificar também no texto de Gálatas três desses itens fundamentais para que a nossa luz resplandeça: fé, abdicação e amor.



- Fé. Sem fé é impossível agradar a Deus. É pela fé que recebemos Jesus como nosso Salvador. É pela fé que morremos para o mundo a fim de vivermos para Deus. Pois a fé em Cristo nos dá certeza da vida eterna, nos dá esperança. Precisamos crer!



- Abdicação. Sem desistirmos de viver por nós mesmos jamais seremos de Cristo. Jamais faremos diferença. É preciso entregar completamente o nosso caminho ao Senhor. É preciso negar a nós mesmos, carregar a nossa cruz e seguir a Cristo. "Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará.." (Lucas 9:23 e 24) É preciso dizer de todo coração: "Senhor, não quero viver por mim mesmo, não quero fazer nada por mim mesmo, toma-me em Tuas mãos, me guia pelo Teu caminho, venha viver em mim"!



- Amor. O amor por Cristo é fundamental, sem amor nada que fizermos em nome Dele se aproveitará e até a nossa vida será vazia de sentido. Esse é o maior mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas. Quando realmente amamos a Deus, desejamos ardentemente estar com Ele orando ou lendo a Palavra. O amor é o combustível que nos conduz a Deus. Em segundo lugar, o amor ao próximo é também fundamental na vida de um verdadeiro cristão. Já que tudo que Cristo fez nessa terra foi por amor, nós que dizemos ser seus discípulos temos obrigatoriamente que imitá-lo amando a todos como ele amou.



Esses são somente alguns dos ingredientes que precisamos ter para fazer diferença como cristãos verdadeiros onde estivermos.



Com tudo o que falamos até agora: ser luz e sal da terra, sermos crucificados com Cristo, ter fé, amor e abdicação... você pode estar pensando: "é muito difícil fazer diferença, olha quantas características eu preciso ter! Jamais vou conseguir ser assim!" Mas a parte boa dessa história toda é que nós não precisamos fazer um esforço gigantesco para conseguirmos ser assim, essa obra não é nossa, não é pelas nossas próprias forças. A diferença quem faz é o Espírito Santo. É a Sua presença em nossas vidas que produz em nós mudança, que nos faz ser sal e luz. O Espírito é quem nos diferencia.



Existem "cristãos" que são uma benção na igreja, mas em casa tratam mal a família, não demonstram amor, ou no trabalho não dão o menor testemunho. Infelizmente são muitos os casos de cristãos desse tipo. Isso acontece porque eles ainda não se deixaram ser transformados pelo Espírito Santo. Provavelmente não estão buscando a Deus como deveriam. Pois o Espírito só age em nós quando O buscamos. Ele é muito educado e não faz algo em nossas vidas se não O convidarmos.



Mas ainda bem que existem também cristãos exemplares, são pessoas que onde chegam, seja no trabalho, seja na igreja ou em casa, são as mesmas pessoas, pessoas que demonstram amor, que são testemunhos vivos de Cristo. Esses cristãos são exemplares porque dão lugar para o Espírito Santo agir em suas vidas.



Então, podemos ver que fazer diferença não é algo difícil, é um processo natural a partir do momento que você de fato decide buscar a Deus, lendo a Palavra, absorvendo cada um dos ensinamentos de Jesus, dando lugar ao Espírito Santo. É preciso ter a mente repleta da Palavra de Deus, pois como vamos imitá-lo se não o conhecermos? Se quisermos mesmo fazer diferença, precisamos ler a Bíblia com dedicação e procurar dia a dia aplicar o que temos aprendido nela. É fundamental orar sem cessar, está em todo tempo com a mente ligada em Deus. Se fizermos isso naturalmente vamos estar dando lugar para o Espírito Santo agir em nós produzindo todos aqueles frutos: "...o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito." (Gálatas 5:22 a 25)



Então, a obra é feita pelo Espírito. O papel que nos cabe é só buscar a Deus! O restante, que é a parte mais difícil, o Espírito de Deus fará em nós. Só precisamos buscar, buscar e buscar. E tem coisa melhor nesse mundo do que buscar a Deus? É tão bom sentir a presença Dele em nossas vidas e sermos guiados por Ele! Vamos andar no Espírito! Não só quando estivermos na igreja, mas em todo momento de nossas vidas, vamos andar no Espírito e nos deixar ser guiados por Ele.



Que tipo de cristão você e eu temos sido? Temos vivido de fato aquilo que Cristo ensinou ou temos vivido conforme o que a nossa carne quer? Temos buscado realmente a Deus? Temos dedicado tempo de qualidade à leitura da Palavra? E a oração? Só seremos bons servos quando conhecermos o que agrada e o que não agrada o nosso Senhor. Faça uma auto-avaliação nesse momento a respeito da sua vida com Deus.

domingo, 4 de julho de 2010

Lições da vida de Gideão

Depois da morte de Josué, o povo de Israel passou por mais de três séculos nos quais "não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto" (Juízes 17:6; 21:25). Durante esse período, se repetia várias vezes o mesmo ciclo: Œ O povo obedecia a Deus por algum tempo e,  depois, afastou-se dele. Ž Como alerta ao povo rebelde, Deus permitia que um inimigo o oprimisse.  Quando o povo se arrependia e pedia libertação,  Deus mandava juízes para livrá-lo das mãos dos inimigos.‘ O povo resgatado servia ao Senhor durante o resto daquela geração, assim começando, de novo, o ciclo. Gideão foi o quinto dos juízes ou libertadores, apresentado em Juízes, capítulos 6, 7 e 8. Da vida dele, podemos aproveitar muitas lições valiosas.


Homem valente ou homem tímido?



Os midianitas oprimiram os israelitas por sete anos. Eles subiam cada ano e tomavam os produtos alimentícios dos campos e todos os animais dos hebreus. Para sobreviver, os israelitas escondiam alimentos do inimigo. Gideão estava preparando comida para escondê-la quando o Anjo do Senhor apareceu. Imagine este homem, trabalhando com medo do inimigo, quando ele ouviu as palavras do Anjo: "O Senhor é contigo, homem valente" (Juízes 6:12). Pela resposta de Gideão, parece que ele nem pensou no significado da frase "homem valente". Ele entrou diretamente numa discussão com o anjo sobre a presença de Deus. Ele não entendeu como Deus, estando com o povo, deixaria Israel sofrer. Deus continuou a conversa, desafiando Gideão a resolver o problema. Já que ele duvidou da presença de Deus, devia ir na sua própria força (Juízes 6:14). Isso não! Gideão, agora, sentiu tão incapaz que procurou uma saída da missão dada por Deus. Ele explicou que era uma pessoa pequena de uma família insignificante de uma tribo pouco importante. Gideão não veio ao Senhor como homem valente. Deus ia fazer dele um líder corajoso.



A força verdadeira do servo do Senhor não vem de si mesmo, e sim de Deus. Ninguém é forte o bastante para resolver seus próprios problemas sozinho, especialmente quando falamos sobre nosso problema principal: o pecado. Dependemos de Deus e de sua graça (Efésios 2:8-9). Paulo disse: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Os homens valentes, hoje em dia, são aqueles que confiam no Senhor.



"Eu estou contigo"



Nas conversas com Gideão, Deus afirmou sua presença repetidas vezes. Primeiro, ele afirmou por palavras: "Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem" (Juízes 6:16). Segundo, ele afirmou por sinais. Antes da primeira missão de Gideão, Deus lhe deu um sinal impressionante. O Anjo do Senhor causou subir fogo para consumir a oferta de Gideão. Enquanto pessoas faziam ofertas ao Senhor todos os dias, era muito raro o próprio Senhor mandar o fogo para as consumir. Antes de sua segunda missão, Gideão recebeu mais três sinais. Deus deixou o orvalho molhar uma porção de lã sem molhar a terra em volta dela (Juízes 6:36-38). Na noite seguinte, ele fez ao contrário, deixando a lã seca no meio de terra molhada (Juízes 6:39-40). Nas vésperas da batalha, Deus permitiu que Gideão ouvisse uma conversa entre dois soldados midianitas, confirmando a sua vitória iminente (Juízes 7:9-15). Terceiro, Deus afirmou sua presença através de promessas cumpridas, principalmente no livramento do povo pela mão de Gideão (Juízes 6:16; 7:7,22; 8:10-12). As demonstrações de Deus foram convincentes. Gideão foi convertido!



A maior bênção imaginável é a presença do Senhor em nossas vidas. Quando Jesus veio ao mundo para habitar ou fazer seu tabernáculo entre os homens (João 1:14), foi lhe dado o nome Emanuel, "Deus conosco" (Mateus 1:23). No final da sua missão terrestre, ele foi preparar um lugar para nós na presença de Deus (João 14:1-4). Ele prometeu fazer morada naqueles que o amam (João 14:23).



A missão começa em casa



Uma vez que Deus chamou a atenção de Gideão, ele lhe deu a sua primeira missão: destruir os ídolos do próprio pai e fazer um altar ao Senhor no mesmo lugar (Juízes 6:25-26). Gideão levou dez homens consigo e cumpriu o mandamento do Senhor na mesma noite. Os vizinhos ficaram irados, mas o pai de Gideão entendeu o significado de seu ato e o defendeu. Um "deus" que não consegue se defender contra um punhado de homens não merece defesa pelos homens. Parece que Joás, pai de Gideão, foi o segundo convertido nessa história.



A nossa missão, como a de Gideão, começa em casa. Tanto no Velho como no Novo Testamento, Deus destaca as nossas responsabilidades em relação à própria família. Filhos devem obedecer e honrar aos pais (Efésios 6:1-3). Maridos e esposas devem amar um ao outro (Efésios 5:25; 1 Pedro 3:7; Tito 2:4-5). Pais devem instruir os filhos, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor (Deuteronômio 6:6-7; Efésios 6:4). Um dos alvos de cada servo de Deus é de influenciar sua família para servir ao Senhor (Josué 24:15).



Deus dá a vitória



Chegou o dia da grande batalha (Juízes 7). Gideão conduziu seu exército de 32.000 israelitas para o campo de conflito contra 135.000 midianitas. Sua desvantagem militar era de 4 contra 1! Deus não deixou Gideão entrar na batalha com este número de soldados. Em duas etapas, ele diminuiu a força militar de Israel. Primeiro, 22.000 voltaram para casa, e os midianitas ficaram com uma vantagem de 13,5 contra 1. Na segunda etapa, Deus mandou embora mais 9.700 israelitas, deixando Gideão com apenas 300 soldados. Para vencer o inimigo, cada soldado israelita teria que vencer 450 do inimigo!



Deus, na sua perfeita sabedoria, tinha um propósito bem definido nesta redução das forças militares de Israel. Ele mandou seu exército à batalha com uma desvantagem tão grande que ninguém poderia dizer: "A minha própria mão me livrou" (Juízes 7:2). Usando uma estratégia que não fez nenhum sentido, em termos militares, a pequena banda de israelitas venceu o exército dos midianitas.



Até hoje, muitas pessoas não aprenderam esta lição. Confiam em números, achando que grandes multidões são evidência da aprovação de Deus. Dependem de estratégias e táticas humanas e carnais para alcançar alvos de crescimento de igrejas. E, no fim, se gabam em seus relatórios, destacando os grandes feitos de homens. Muitos missionários e outros líderes religiosos, como os midianitas, confiam nos grandes números e nas táticas humanas (igrejas promovendo atividades não espirituais para aumentar sua freqüência, ensinando mensagens diluídas que parecem mais relevantes aos seus ouvintes carnais do que a mensagem da cruz, destacando edifícios impressionantes para atrair pessoas que não aceitariam a chamada simples de um Salvador humilde, etc.)



Mas, os verdadeiros servos de Deus não desviarão para tais caminhos errados. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17:5). "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8:31).



Rejeição daqueles que ficaram em cima do muro



Gideão e sua banda de homens cansados perseguiram os midianitas (leia Juízes 8:1-21). Quando os soldados israelitas passaram nas cidades de Sucote e Penuel, eles pediram pão. Os homens dessas cidades não mostraram coragem para tomar uma atitude durante a batalha. Com medo de ofender os reis dos midianitas, eles recusaram ficar em pé com os homens de Deus. Só depois da batalha, quando baixar a poeira, apoiariam os servos do Senhor.



A decisão desses homens mostrou uma preocupação política ao invés de convicção espiritual. Pensaram mais na influência de homens importantes do que na palavra do Senhor. Gideão não aceitou tal postura. Ele voltou às mesmas cidades e castigou os covardes que recusaram apoiar os servos do Senhor na hora da batalha.



Gerações antes, Josué chamou o povo para tomar uma decisão para Deus e contra os falsos deuses (Josué 24:14-16). Séculos depois, Elias desafiou o povo indeciso com estas palavras: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém, o povo nada lhe respondeu" (1 Reis 18:21).



Hoje, muitas pessoas religiosas que alegam ser discípulos de Cristo demonstram a mesma covardia. Definem suas posições doutrinárias e práticas pelo vento de opiniões. Entendem mais de IBOPE do que de fé, mais de tradição do que de verdade, e mais de partidos do que de convicções. Paulo mostrou que o cristão deve sempre definir a sua posição pela palavra de Deus, e não pela opinião da maioria: "Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10).



Bons homens tropeçam



Apesar de sua ilustre carreira militar, Gideão não era perfeito. O povo lhe agradeceu com um presente: argolas de ouro do despojo da batalha. Gideão usou o ouro para fazer uma estola sacerdotal que ele colocou na cidade dele. Não sabemos a intenção dele, mas os resultados são evidentes. O povo usou aquela estola como um tipo de ídolo, e logo iniciou o próximo ciclo de apostasia. Leia o relato em Juízes 8:22-35.



Devemos aprender desse erro. Às vezes, bons homens nos ajudam a sair da confusão religiosa, como Gideão ajudou os israelitas a saírem da idolatria. Esses homens podem nos ajudar em muitos sentidos, mostrando como respeitar a palavra de Deus em tudo que fazemos. Mas, eles ainda são homens. Da mesma forma que Gideão tomou o primeiro passo de volta à idolatria, bons homens hoje podem tropeçar e conduzir outros, de volta, à confusão religiosa. É uma ironia triste que, ao longo da História, muitos movimentos religiosos que começaram com tentativas de sair dos sistemas errados de denominações humanas resultaram na criação de novas denominações, com suas próprias tradições e falhas humanas. O fato que alguém nos ajudou no passado não garante que sempre nos conduzirá no caminho de Deus. Paulo mostrou que bons exemplos ajudam somente quando seguem a Cristo (1 Coríntios 11:1), e disse: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22).



Conclusão: a grandeza de Gideão



Gideão será lembrado eternamente como exemplo de fé (veja Hebreus 11:32). A grandeza desse homem não se encontra na sua força física, nem na sua inteligência, nem na sua auto-confiança. A Bíblia não comenta sobre sua aparência física nem sobre seu jeito de falar. Gideão se destacou na História, não por ser um grande homem, mas por ter um grande Deus. Deus é capaz de transformar os fracos, os tímidos e os abatidos para dar grandes vitórias ao seu povo. Como Gideão disse: "O Senhor vos dominará" (Juízes 8:23).



-por Dennis Allan