segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pedis e Não Recebeis Porque Pedis Mal!!!!

Pedis e Não Recebeis Porque Pedis Mal. Durante os 40 anos em Moisés peregrinou com o povo de Israel pelo deserto, em direção a Canaã, passou por diversas dificuldades. Uma hora o povo fazia e adorava outros deuses, outra hora queria voltar para o Egito, em outros momentos murmurava. Dentre as várias dificuldades, um dos momentos mais críticos, foi a ocasião em que o povo carecia de água e então começou a reclamar e a pressionar Moisés para que apresentasse uma solução. Tencionado pelas pessoas e já, de certa forma, fadado de tantas reclamações, Moisés se retirou à porta da congreção, na companhia de Arão, para orar a Deus, a fim de pedir a solução do problema, que estava gerando uma situação cada vez mais constrangedora. Deus respondeu a Moisés e lhe orientou da seguinte forma " Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais." Nu 20,8 Moisés então reuniu o povo, conforme a orientação, porém, " levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais ". Nu 20,11 Conforme o verso 8, Moisés deveria falar à rocha, entretanto, ele não falou, mas a feriu duas vezes. Esta atitude lhe rendeu a conseqüência de não poder entrar na terra prometida. Conforme o verso 4, de 1º aos Corintios, capítulo 10, Jesus simboliza a pedra: " porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo ". No entanto, o fato de Deus ter orientado a Moisés que falasse à pedra, era como se estivesse lhe orientando buscar a solução junto a Jesus, porém, Moisés, não falou, mas bateu com o cajado, isto é, buscou de maneira errada. Infelizmente, temos presenciado muitos não se dirigindo à pedra ou até mesmo " batendo na pedra ". Muitas pessoas, ao invés chegar até Jesus e falarem, tem ordenado - batido -, como se eles fossem o Senhor e Deus o servo. Não estou dizendo com isso que não devemos exercer a autoridade que nos foi outorgada, mas sim que devemos estar sujeitos a vontade e propósito de Deus.Quando Jesus esteve no Getsemani e se agonizou ao ponto de soar gotas de sangue, ele chegou a pedir a Deus que lhe passasse aquele cálice, ou seja, que lhe livrasse daquela situação dificílima, entretanto, disse que, sobretudo, fosse feita a vontade de Deus. Se Jesus, que é filho legítimo de Deus e que estava sofrendo como eu e você nunca sofremos ( angustiado a ponto de soar sangue ), não determinou - exigiu - a Deus que fizesse isso ou aquilo, por que nós deveríamos faze-lo ? Os mais céticos podem até pensar " ah, mas a causa de Jesus era bem diferente, era muito justa ". Concordo, realmente a causa de Jesus era bastante distinta, entretanto, a oração do " Pai nosso ", que foi ensinada para que nós - não Jesus - fizéssemos, diz: " Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, tanto na terra, quanto no céu " ( Lc 11 ), ou seja, não estamos privados de manifestar a Deus nossa vontade, porém, devemos falar como Jesus " sobretudo seja feita a tua vontade " ou, se preferir, como diz na oração do Pai nosso " seja feita a tua vontade, tanto na terra quanto no céu ". Outro erro que muitas vezes cometemos é não recorrer primeiro à pedra ( Jesus ), como fez Moisés, mas sim, primeiro, tomar uma série de outras ações para, só então, caso não obtenhamos sucesso, recorrermos ao Senhor. Não é raro sabermos que muitos de nós - Cristãos -, ao passarem por dificuldades financeiras, recorrerem primeiro ao empréstimos pessoal, ao amigo, ao gerente do banco, para, só depois, quando esgotadas todas as alternativas, recorrer a Deus em oração. A conseqüência disto nem sempre é boa. O desejo de Deus é que lhe sejamos dependentes - em tudo - mesmo que, materialmente falando, estejamos abastados. Davi e Jó eram riquíssimos, contudo, foram extremamentes dependentes a Deus.Como diz em Tiago 4,3, às vezes, pedimos e não recebemos porque pedimos mal.Se Moisés tivesse chegado até a pedra e dito a ela que liberasse água, conforme era da vontade e propósito de Deus, certamente todos teriam se saciado e ele não teria amargado a conseqüência de deixar de entrar na terra prometida. Esta orientação também vale para nós. Se primeiramente tornarmos nossos desejos conhecidos de Deus, evitaremos desagradáveis conseqüências.Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. ( Flp 4, 6 ) Ou seja, antes que a ansiedade bata à porta, devemos recorrer a Deus.Certa vez ouvi um pregador perguntar durante sua mensagem " Pais, se, de repente, o filho do seu vizinho, entrar correndo por este templo e lhes pedir uma bicicleta, vocês darão ? ", um coro " afinado " soou dizendo, " naaão ". Então o pregador explanou " sabe por que você não dariam ? porque vocês não tem compromisso com esta criança ! ". Outro fator imprescindível para que tenhamos nossas petições atendidas por Deus é o compromisso - porque Deus não tem compromisso com que não tem compromisso com ele.Talvez seja por isso que algumas pessoas se frustram e chegam até a duvidar do poder de Deus. Na verdade se aproximam de Deus na intenção de receber algo, entretanto, pelo fato de não possuírem compromisso ou por pedir de maneira errada, acabam não sendo abençoadas.Como um bom e verdadeiro Pai, Deus deseja que sejamos realizados e bem sucedidos e é exatamente este o motivo pelo qual ele não concede tudo o que pedimos ou julgamos ser necessários. Como um pai resiste ao pedido de seu filho, se o objeto de desejo lhe põem em perigo ou não vá lhe fazer bem, Deus também resiste em nos atender quando o que pedimos não trará o beneficio que esperamos ou mesmo quando isto colocará a nossa comunhão em risco.Que alcancemos intimidade suficiente para discernirmos o que Deus pode estar querendo dizer com um possível “ não “ ou “ espere “. Uma Boa semana na Paz do Senhor - Weiner

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